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CAROL NAKAMURA — O CORPO QUE DANÇA, A VOZ QUE ATUA, EM SEU MELHOR PAPEL

Da dança ao set, da coxia à câmera — a atriz que passou 13 anos no palco do Faustão conta como cada passo dessa trajetória foi preparação para Akemi, sua personagem em Arcanjo Renegado.



Existe uma certa poesia na trajetória de Carol Nakamura. Ela chegou à televisão pelos pés — literalmente — como bailarina clássica, aos nove anos já moldando o corpo para uma disciplina que não perdoa imprecisão. Passaria mais de uma década no Domingão do Faustão, migrando da dança para a assistência de palco e, depois, para a apresentação. Quando saiu, em 2016, deixou para trás três anos de contrato ainda vigentes. Foi arriscar um sonho: ser atriz.


Desde então, Carol construiu um percurso que atravessa novela, série, teatro, reality e bancada de júri — e em 2025 foi até Madri para estudar interpretação na escola Coraza, preparando o terreno para a personagem que ela descreve como uma retomada. Akemi, em Arcanjo Renegado, foi conquistada depois de três anos de insistência: ela estudou o elenco, frequentou os bastidores das temporadas anteriores, pediu para assistir às gravações. Quando o teste chegou, ela já estava pronta.


Nesta entrevista à YOUR Magazine, Carol fala sobre formação, coragem, identidade e o que significa, para uma mulher de origem asiática no Brasil, ver o mercado finalmente abrindo portas.


— Você passou mais de uma década no Domingão do Faustão — como bailarina, assistente de palco e apresentadora. Como essa experiência moldou a Carol que chegou até Akemi?


O Domingão do Faustão foi um divisor de águas para mim. Fiquei lá durante 13 anos e aprendi muito — aprendi a improvisar, a lidar com a plateia, com os artistas, a observar melhor as pessoas, a estar preparada para qualquer momento, qualquer situação. Comecei como bailarina, depois fui assistente de palco, depois virei apresentadora assistente, e dali se abriram muitos caminhos. Sou extremamente grata. Costumo dizer que o Domingão foi a porta de entrada para o sonho da minha vida, que é ser atriz — desenvolver o meu trabalho artístico e, de certa forma, influenciar pessoas para coisas boas.


— A transição do balé clássico para a atuação não é um caminho óbvio. O que te deu coragem para dar esse salto, e o que a dança ainda te ensina dentro de uma cena de ação?


Na verdade, eu já estudava atuação quando ainda era modelo, com foco em publicidade, porque fazia muitos comerciais. O balé clássico veio desde os meus nove anos — fiquei nove anos para me formar. A transição aconteceu quando os testes como atriz começaram. Eu ainda estava no Domingão e consegui uma oportunidade de fazer o teste para São Nascente. Ainda tinha três anos de contrato, conversei com toda a equipe, pedi permissão com respeito e gratidão — e passei. Me despedi do Domingão depois de 13 anos e fui fazer novela com um elenco incrível: Bruno Gagliasso, Giovanna Antonelli, Dona Laura Cardoso, Luiz Mello. Larguei a segurança para arriscar o sonho. Acho que a coragem veio com as coisas que foram acontecendo.



— Em 2025 você foi estudar interpretação na Espanha. O que essa formação internacional trouxe diretamente para dentro de Akemi?


Quando decidi passar um mês em Madri, eu já vinha me preparando o ano inteiro para isso. Na verdade, foram três anos estudando antes mesmo de conseguir um teste para Arcanjo Renegado — porque quando assisti à série, eu me vi ali. Queria muito essa personagem. Comecei a acompanhar todo o elenco, os preparadores, os profissionais envolvidos. Fui ao Nóis do Morro, pedi para assistir gravações das temporadas anteriores, assisti todas as séries do grupo AfroHab. Em todo lugar que eu estava, todo mundo sabia qual era o meu objetivo. Depois de três anos na luta, finalmente consegui o teste. O curso da Coraza, em Madri, chegou como uma camada a mais — a formação internacional que completou o que eu já vinha construindo.


"Eu me vi em Arcanjo Renegado. Passei três anos na luta para conseguir um teste. Em todo lugar que eu estava, todo mundo sabia qual era o meu objetivo."

— Com a quinta temporada gravada e uma carreira em clara expansão, como você enxerga a Carol atriz daqui para frente?


Eu enxergo a Carol atriz em evolução. Qualquer profissional da arte só progride quando existe oportunidade, constância, continuidade — é muito difícil ficar só no teórico sem a prática. Você pode ser muito estudiosa, e é essencial que seja, principalmente nessa profissão, mas você precisa praticar. O Brasil está começando a entender que somos um país de miscigenação, de pessoas misturadas, e que existe espaço para todos. Os asiáticos estão entrando no mercado com mais força e as oportunidades estão se abrindo. O prêmio de revelação que recebi no Copacabana Palace me ajudou muito — traz credibilidade para um primeiro trabalho. E a química com o Marcelo Melo Jr., o Micael, foi muito importante: somos amigos de longa data e ele me ajudou a crescer, aprender, estar presente. Fui muito acolhida. O que me falta é continuar — fazendo, praticando, trabalhando. Eu não me vejo mais parada longe desse lugar. É físico. Me dói ficar distante da atuação. Então o que me falta é exatamente o que eu pretendo fazer: continuar. Cada vez mais.



Créditos:

Fotos Guilherme Lima

Styling Samantha Szczerb

Beleza Laís Régia

Agradecimentos Nay Sport


 
 
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